ENTREVISTA #04: LARISSA BARROS LEAL

 

ENTREVISTA LARISSA BARROS LEAL

 

O1: Como e quando você descobriu que queria ser escritora?

R.: Tenho esse desejo desde os 5 anos de idade, creio eu. Eu tinha várias ideias e queria colocá-las no papel; meu pai tinha um notebook (coisa mega rara no começo do século) e eu adorava pegá-lo para escrever (infelizmente, quando ele quebrou, todas as minhas historinhas morreram junto). A meta de escrever um livro inteiro surgiu aos 10 anos, mas confesso que não lembro se fui impulsionada por algo específico ou se foi apenas a evolução de um sonho já impregnado em mim.

 

O2: De onde surgiu a ideia de Erica: Relatos de Conspiração?

R.: Foi depois que assisti ao filme SALT, estrelado pela Angelina Jolie. Eu vinha tentando escrever um livro há quase 5 anos, mas nenhuma ideia era boa o bastante. Quando a história de Érica começou a tomar forma, percebi que tinha finalmente acertado e prossegui.

 

O3: Por quanto tempo você se preparou para escrever essa ideia? Quais foram as suas maiores dificuldades e o que você achou mais fácil durante o processo de escrita?

R.: Nenhum! Comecei a escrever “adoidado”, mesmo! Com o tempo, as ideias tomaram forma e fui aprimorando a história.

O mais fácil, incrivelmente, foi decidir o final. Desde o início, tudo se encaminhava para o livro terminar como terminou. O difícil foi chegar lá! O “meio” do livro foi um grande desafio, principalmente considerando que nunca havia conseguido chegar a esse estágio antes. Todas as minhas tentativas anteriores tiveram início escrito e fim planejado, mas as histórias se revelaram ruins antes de chegar ao meio. É como a piada do atendente da C&A que não sabe o que fazer quando alguém finalmente fala que quer fazer o cartão da loja, passei a maior parte do tempo tentando entender o que acontecia entre o começo e o final de Érica.

 

O4: Quais as suas maiores influências literárias? De que maneira elas influem na sua escrita?

R.: Isso varia muito, então, focarei no que me influenciou enquanto escrevia Érica: principalmente, a escrita de Harlan Coben. Ele escrevia o gênero que eu estava tentando escrever, por isso, eu me baseei muito nele. Não saiu muito parecido no fim, mas quem o lê pode encontrar semelhanças.

 

O5: Algum autor ou livro especificamente inspirou Erica: Relatos de conspiração?

R.: Como disse lá em cima, foi um filme, na verdade.

 

O6: Como você vê o crescimento do mercado editorial brasileiro?

R.: Fico feliz em vê-lo crescendo cada vez mais, mesmo que a passos lentos e tendo que enfrentar o aumento de preços em tempos de dificuldade financeira. Torço para que os brasileiros valorizem mais e mais a sua própria literatura; produzimos muita coisa boa!

 

07: O que você mais gostou de trabalhar em Erica: Relatos de conspiração (assunto ou personagem favorito)?

R.: Uma das minhas partes favoritas foram as cenas do Egito, pois foi a que mais me exigiu pesquisas, principalmente, sobre o islamismo. Pude desmistificar muitas noções errôneas sobre a religião muçulmana e sobre a cultura árabe em geral. Acabou que não pude colocar tudo que pesquisei na história, mas foi um grande aprendizado.

 

 

08: Você anda trabalhando em novos projetos? Pode falar um pouco a respeito deles?

R.: Tenho um principal, é uma história de fantasia ambientada em outro mundo (estilo as Crônicas de Gelo e Fogo, que se passam em outro mundo nada a ver com a Terra); é inspirado tanto pela referida série de livros quanto pelos mangás de Sailor Moon, além da animação Avatar: a Lenda de Aang. Há alguns outros, envolvendo fantasia urbana e ficção científica. 

 

09: Qual dica você daria para os escritores iniciantes?

R.: Escrevam. Sério. Essa é a maior dica que tenho para vocês.

Não parem de escrever. Escrevam todo dia. Não precisa ser sempre o seu projeto principal; escreva sobre qualquer coisa. Faça um diário, jogue RPG online, escreva fanfics… nem precisa publicar tudo que escrever, pode guardar mesmo. Mas não perca a prática. Não importa quantos conselhos eu te dê ou quantos macetes te mostre, nada supera a prática.

 

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