BIOGRAFIA #24: NINA GEORGE

 

O AMOR PELA ESCRITA

 

Nós nos devotamos aos nossos amores sem pestanejar muita das vezes, nós nos devotamos a conquista de nossos sonhos sem pensar em como tudo será quando eles forem concretizados.

Nina George parece ser uma pessoa extremamente devotada a arte que cria, ao ponto de abandonar o colégio e buscar o que desejava fazer da vida. Bem jovem, por volta dos quatorze anos, arranjou trabalhos diversos. Em 1991 abandonou o colégio, enquanto, em 1993, começou a escrever como jornalista freelancer e colunista para revistas como o Cosmopolitan, por exemplo.

A vida de Nina George como autora começou muito cedo, porém, somente identificou a sua vida no universo literário quando uma revista, segundo ela, “politicamente incorreta”, resolveu pagá-la por um conto seu, feminista e antissistema opressor.

Durante a sua jornada como escritora, Nina já tivera três pseudônimos. Anne West, o primeiro deles, era usado para o seu trabalho não-ficcional sobre coisas como amor, sexualidade e erotismo. O segundo, Jean Bagnol, foi após se casar com Jo Kramer, e escrever, junto dele, romances policiais. Por fim, o último e conhecido por todos nós, é Nina George, pelo qual escreveu os livros O Maravilhoso Bistrô Francês e A Livraria Mágica de Paris.

A produção da autora, considerando os romances e os livros não-ficcionais, soma em média de 26 livros. Alguns, como A Livraria Mágica de Paris, foram traduzidos em mais de 30 idiomas. Além disso, o caráter feminista crescente de Nina George já era percebido desde jovem, quando escreveu seu primeiro livro intitulado: Good girls do it in bed, bad ones everywhere, literalmente, significa “Boas garotas fazem isso na cama, as más em todos os lugares”.

Entretanto, a própria autora comenta que, ainda que estivesse extasiada com a oportunidade, sabia muito bem que a escrita é um processo longo e árduo. Quando questionada a respeito de sua vocação ou de seu talento, Nina George comenta algo muito interessante: “será que de fato eu tenho talento?”. Ela diz que o ato de questionar a si mesmo faz com que busquemos sempre nos aprimorarmos, além disso, também cita algo que concordo muitíssimo: o que faz um escritor não é necessariamente o seu talento, mas o árduo trabalho que empenha em suas histórias. Quanto mais esmero, melhor sairá o trabalho – sem sombra de dúvida, Nina George pesquisou, buscou e tentou compreender todas as nuances do mundo antes de escrever suas histórias, principalmente, porque antes de ser escritora ficcional, ela é escritora de textos críticos.

Entretanto, não é somente o lado crítico dela que a incentiva a se esmerar em uma história, mas o próprio meio em que ela vive, respira e está. Se questionarem a Nina, como fizeram, a respeito do ofício de escritora, ela responderá que é algo intrínseco, visto que o ato de escrever é olhar para o mundo e ver se o mundo lhe olha de volta. Escrever não se resume a sentar e colocar palavras num papel, mas observar as pessoas, buscar suas emoções e refletir sobre o que nos cerca.

Embora tenha abandonado o ensino muito jovem, Nina George demonstra que você pode, por si mesmo, mostrar ao mundo a que veio – e ela veio mostrar o seu amor pela escrita, acima dos homens.